É engraçado quando gostamos de alguém, a própia filosofia explica, razão é o oposto da paixão. Todos os pensamentos são controlados pelo cérebro(óbvio), mas isso implica numa curiosa questão: qual motivo de sentirmos algo no lado esquerdo do peito pela pessoa amada, sem que nosso controle central queira?
O cérebro não controla o coração, ''o motorzinho'' é autoestimulável(nódulo sinoatrial), os batimentos que regem nosso corpo são estimulados pelo mesmo e não pelo nosso ''computador natural''. Que espetácular!!É como se nosso ''motor'' tivesse vida própia!
Fazendo analogias com a paixão e a a razão, é bem evidente que pensamos pelo nosso ''PC natural''. O cheiro, olhar, toque, sorriso, está guardado na memoria ram do ser humano. Onde é que fica a bentida da paixão,amor, esses que não deixam o indivíduo pensar?
A própia medicina explica que o gostar do outro implica na produção de uma substancia ( ''substancia do amor'') que leva o indivíduo a olhar o outro de maneira diferente.
Entretanto, a mesma é temporária. Sendo assim, como explicar gostar de alguém por tanto tempo, se em média de 3 meses ela não é mais produzida pelo organismo?
Talvez a resposta esteja longe do caminho das luzes.........e sim na dialética. A culpa(ou não) é do tal do CORAÇÃO!..como? ele simplesmente não distribui o sangue para todo corpo?
As vezes o mais lógico é ser ilógico, quando gosto de alguém, bate um aperto, agente sente ele pulsando pela boca, não tem motivo. Simplesmente, gostamos. Sem motivo, sem interesse, sem causa. Não é à toa que ele é de certa forma independente do cérebro, os sentimentos não dependem da razão. Dependem do toque, do olhar,da vontade de ver e da saudade também.
Espero que algum dia essa pessoa que está guardada em um lugar especial, saiba o motivo de não conseguir tirar ela......de onde?.....o propio título já dá a resposta..impossível esquecer alguém assim....se tento esquece-la pelas vias racionais....o coração não deixa!
'' Há mais mistérios entre o céu e a terra do que nossa vã filosofia pode compreender''
William Shakespeare
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